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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

O Que Já Fiz.

Nessa minha volta à blogosfera, ao visitar minha amiga Alessandra, achei interessante um post que ela fez sobre Ela. Gostei do que li e resolvi fazer um O Que Já Fiz. Então lá vai:

Já chutei a porta e apanhei por isso. Aprendi e nunca mais chutei portas!

Já andei de bicicleta, patins de roda e patins de gelo; hoje só ando de carro ou a pé ou de ônibus (exatamente nesta ordem)

Já dei muito a cara pra bater e apanhei; já bati muito em quem deu a cara pra bater;

Já caí e levantei;

Já fui ao fundo do poço e de lá voltei;

Já chorei por amor, por saudades, por alegria, por tristeza, por dor de dente e por dor de ouvido. E ainda continuo!

Já chorei com os amigos; já gargalhei muito com eles.

Já amei e já fui amada; ainda quero amar muito e ser amada mais ainda.

Já disse que não amava a quem eu amava muito; já ouvi que não era amada por quem me amava muito.

Já traí e muito provavelmente fui traída. Não me arrependi, mas sofri com as conseqüências.

Já errei e não reconheci o erro. Já erraram comigo e não reconheceram.

Já me calei quando deveria ter falado muito, e já falei muito quando deveria ter me calado.

Já critiquei duramente; e já fui criticada tanto quanto critiquei.

Já agi por impulso e deu certo; já agi por impulso e deu errado.

Já comecei um blog; dois blogs; três blogs, mas só finalizei um.

Já disse que eu não era fã de fazer amizades virtuais. Hoje sou fã de todos os amigos virtuais que tenho.

Já fiz amigos virtuais e os perdi; já fiz amigos reais e os perdi.

Já transformei alguns amigos virtuais em reais, e reais em virtuais.

Já repeti o ano e parei de estudar, só que me arrependi e voltei a estudar.

Já fui aluna; já fui professora; hoje não sou aluna e nem professora, mas continuo aprendendo e ensinando.

Já desejei muito ser médica, e hoje não abro mão de ser a enfermeira que sou.

Já disse com veemência: Psiquiatria não! Hoje digo com a mesma veemência: Psiquiatria sim!

Já fiz 5 partos, mas não quero ter nenhum.

Já sofri por dúvida, hoje só sofro se for por certeza.

Já me perdi quando eu tinha a certeza de ter me encontrado; e me encontrei exatamente quando me perdi.

Já me enchi de esperanças e já sofri por isso; já perdi as esperanças e me aliviei por isso.

E hoje? Continuo tendo esperanças!

Nossa! quanta coisa eu já fiz! E quanta coisa ainda tenho que fazer.

Enfim, tudo tem seu tempo. Nada acontece nem um minuto antes, nem um minuto depois; acontece no minuto certo.

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Não sei quem é o autor, mas achei ótimo! Vejam só:

SOTAQUE MINEIRO: É ILEGAL, IMORAL OU ENGORDA?

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor. Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: “pó parar”. Não dizem: “onde eu estou?”, dizem: “ôncôtô?”
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem – lingüisticamente falando – apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro – metaforicamente falando, claro – ele é bom de serviço. Faz sentido…Mineiras não usam o famosíssimo “tudo bem”.

Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: “cê tá boa?” Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário. Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: – Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo “mexer”, para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício. Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: – Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô. Esse “aqui” é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem “apaixonado por”. Dizem, sabe-se lá por que,”apaixonado com“. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: “Ah, eu apaixonei com ele…”. Ou: “sou doida com ele” (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: “E aí, vão?”. Traduzo: “E aí, vamos?”. Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma mineira. Não ouvirá nunca. Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: – Eu preciso de ir. Onde os mineiros arrumaram esse “de”, aí no meio, é uma boa pergunta, só não me perguntem. Mas que ele existe, existe; asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante: aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam… você não precisa ir, você “precisa de ir”. Você não precisa viajar, você “precisa de viajar”.

Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: “Ah, mãe, eu preciso de ir?”. No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará : – “Ai, gente, que dó!”. É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro “caça confusão”. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”. Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom vai dizer: “Ôu, cê tem noção?”. Entendeu, leitora? É noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o “Ôu” no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é com noção, entendeu?

Capaz… Se você propõe algo ela diz: capaz!!! Vocês já ouviram esse “capaz”? É lindo! Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer “cê acha que eu faço isso”!? com algumas toneladas de ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: “ô dó dôcê”. Entendeu? Não? Deixa para lá. É parecido com o nem… Já ouviu o “nem…”? Completo ele fica: – Ah, nem… O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: “Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?”. Resposta: “nem…” Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: “você não vai?”. A pergunta, mineiramente falando, seria: “cê não anima de ir”? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem… Falando em “ei…”. As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o “ei” no lugar do “oi”. Você liga, e elas atendem lindamente: “eiiii!!!”, com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade… Tem tantos outros…

O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: Ah, fui lá comprar umas coisas… – Que’ s coisa? – ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que. Ouvi de uma menina culta um “pelas metade”, no lugar de “pela metade”. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará : – Ele pôs a culpa “ni mim”.

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas… Ontem, uma senhora docemente me consolou: “preocupa não, bobo!“. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam.Talvez se espantassem se ouvissem um: “não se preocupe”, ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: “tchau pro cê”, “tchau pro cês”. É útil deixar claro o destinatário do tchau.

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E só pra alertar, aqui a caixinha de comentários fica próximo ao título do post,viu?

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Segundo Teste

Vou publicar aqui uma foto de um emoticon. 36_11_81.gif

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Estou aqui no wordpress testando o meu primeiro post. Pretendo em breve trazer o Tricotando pra cá. Vou ficar com saudades do blogspot.

Vamos ver como fica para digitar links: Tricotando

BlogBlogs.Com.Br

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